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Voto Consciente

Francisco Saraiva Júnior
     

Está instalado o processo eleitoral de 2018, que culminará com a montagem do novo cenário dos poderes constituídos – Executivo e Legislativo. O Judiciário acompanhará a movimentação dos candidatos, cuidando de garantir o respeito às regras democráticas e assegurar o cumprimento da legislação pertinente. No esforço de dar razão ao princípio de “todos são iguais perante a lei” constante da Constituição.

Missão espinhosa em um País com perto de 40 agremiações partidárias, 13 candidatos à Presidência da República, mais de uma centena de concorrentes a Governo dos Estados e Distrito Federal, centenas de disputantes ao Senado e à Câmara dos Deputados e milhares às Assembleias Legislativas. Mais cabos eleitorais e sucedâneos.

O tradicional “toma lá dá cá”, apesar do descompromisso que o hábito vem registrando, ainda está arraigado no espírito do eleitor, principalmente nas áreas de população carente. Nestas, a oportunidade de verem atendidas necessidades básicas levam as pessoas a ignorar o caráter de quem as “brinda” neste momento com as benesses que lhes serão negadas ao longo do mandato dos eleitos.

Por isso, no Grupo AFA (Atividade de Fiscalização Agropecuária,) vimos desenvolvendo exercícios para informar nossos associados sobre os sinais a serem observados nos candidatos. Nada de doutrinação; apenas alertas sobre promessas vãs, declarações descabidas, propósitos irrealizáveis, invencionices, agora também chamadas de fake news (informações falsas).

Sobre a ocorrência das informações “viciadas de falsidade”, o ministro do STF, Luiz Fux, ainda na condição de presidente do TSE, em palestra assistida por nós em São Luís, previu que a influência dessa divulgação no resultado do pleito poderá ensejar anulação. E citou, como fundamento legal, o artigo 222 do Código Eleitoral.

No encontro com a urna em outubro deve ser considerada a pouca ou nenhuma atenção que o povo mereceu dos atuais detentores de mandato na defesa dos interesses sociais e trabalhistas. Eles “trabalharam” para merecer o esquecimento e a aposentadoria, benefício até generoso com eles. Em contrapartida ao gradual empobrecimento dos serviços desejados e não recebidos pela população em geral. Experimentemos trocar o síndico para melhorar as coisas no condomínio.

Defendamos candidaturas que mostrem independência, altivez antes os outros poderes; no âmbito do Legislativo, as que se mostrem não submissas e não coniventes com o Executivo (quer federal, quer estadual). Parece difícil, mas há os que respeitam a postura do poder parlamentar, mesmo ameaçados de isolamento e atitudes hostis dos “companheiros”.

É possível crer que haja quem respeite os que produzem para a grandeza da nação, em sua maioria abandonados à própria sorte. Os que legislam em favor das comunidades desassistidas, quer carentes, quer produtivas, submetidas à falta de serviços de saúde pública, de segurança, de educação sem qualidade, de infraestrutura incipiente; os que lutam pelos trabalhadores públicos e privados, ameaçados pela perda de conquistas históricas. A rotatividade democrática é para ser exercitada sempre que houver joio em meio ao trigo.

Façamos uma escolha consciente!

Juntos somos fortes!

 

Francisco Saraiva Júnior - Presidente do SINFA-MA e secretário-geral da UNAFA Federação.

     

 
 
 
 

 


 
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