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O Fórum da Qualidade Vegetal

Diego do Amaral Sampaio*
     

Por iniciativa do Sindicato dos Servidores da Fiscalização Agropecuária do Estado do Maranhão (SINFA-MA), associado ao Ministério Público e com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Corredor de Exportação Norte (FAPCEN), Sagrima e AGED-MA, realizou-se o I Fórum da Qualidade de Produtos de Origem Vegetal – Tema: Agrotóxicos, no âmbito da 17ª AGROBALSAS. Discutiu-se o uso dos defensivos agrícolas nas lavouras, seu uso correto e seguro para a saúde e a segurança alimentar dos consumidores finais; a resistência das ervas daninhas aos pesticidas (constante de trabalho de pesquisa acadêmica) e a presença de resíduos nos grãos de soja pós-colheita.

O promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Consumidor (CAOp/Consumidor), Doutor Nacor Paulo Pereira dos Santos, abordou o assunto sob a ótica do Direito. Alertou para a necessidade da proteção do consumidor de alimentos submetidos à aplicação dos defensivos agrícolas; para os cuidados a serem adotados pelos produtores (com suas famílias, também consumidores) para evitar, no futuro, os males decorrentes do uso inadequado. De conformidade com a lei vigente.

Enfatizou o palestrante que a todos é dado assumir o compromisso de usar medidas de defesa em razão de um futuro seguro. “Pelo bem da humanidade, em nome da responsabilidade social e pela preservação do ambiente saudável. Ignorar estes cuidados nos levará a pagar um preço alto pela falta de compromisso, tornando-nos algozes das gerações futuras”, advertiu o promotor.

A engenheira agrônoma Filomena Matos, de posse de sua tese de mestrado, falou da resistência das ervas daninhas aos herbicidas em uso nas plantações em Balsas, Chapadinha e São João dos Patos. Chamou a atenção para a presença de multi-resíduos nos grãos de soja no período de pós-colheita, fora do período de carência, registro danoso para a produção e seus desdobramentos alimentares e econômicos (pelo papel do grão na balança comercial brasileira).

No decorrer da exposição, a mestra destacou o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), “criado em 2001”, no âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), destinado a “avaliar, continuamente (em centros de comercialização), os níveis de resíduos de agrotóxicos nos alimentos de origem vegetal que chegam à mesa do consumidor”. No programa atuam, sob a coordenação do SNVS, órgãos estaduais e municipais de vigilância sanitária e laboratórios estaduais de saúde pública, que promovem orientação e correção das aplicações, identificam pragas e doenças entre outras constatações.

As informações, conforme reconhecimento do público ouvinte, constituíram-se em oportuno aprendizado para o público-alvo (produtores e revendedores de produtos, autoridades da área de vigilância sanitária, representação de associações e demais), desdobrando-se em acalorado debate. Todos puderam conhecer o fazer correto no manejo dos defensivos agrícolas para prevenir situações de perigo e comprometedoras da presença da produção vegetal local nos mercados comercial e consumidor, principalmente internacional, face à vigilante atuação da Organização Mundial de Saúde, órgão ligado à Organização das Nações Unidas (ONU).

A nós, como engenheiro agrônomo, Fiscal Estadual Agropecuário e presidente do SINFA-MA, coube-nos alertar para outros problemas decorrentes do uso dos agrotóxicos na região (Sul do Maranhão). Destacamos a participação das autoridades policiais na abordagem aos grupos que atuam no contrabando dos defensivos agrícolas e no comércio de defensivos falsificados, ocorrências crescentes na região. O combate rigoroso se impõe, considerando a origem desconhecida dos produtos, do seu princípio ativo, o roubo e furto em propriedades agrícolas e outras práticas criminosas, prejudiciais à toda a cadeia.

Ao proporcionar este momento de informação sanitária a diversificado público, comprometido ou curioso por conhecimento (necessário), o SINFA acredita ter alimentado um diálogo que se estenderá por novas ocasiões. E manifesta gratidão pela contribuição do moderador do debate, engenheiro agrônomo Francisco Saraiva (ex-presidente e tesoureiro do sindicato), incansável líder de causas justas e socialmente pertinentes; e à superintendente da FAPCEN, Gisela Introvini, que permitiu ter sua programação “invadida” e ainda oferecer a logística necessária a esta realização. E a todos os que ofereceram seu trabalho, um grande agradecimento!

*Engenheiro Agrônomo, Fiscal Estadual Agropecuário (AGED-MA), presidente do SINFA-MA e conselheiro fiscal da FAPCEN

 

     

 
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