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A COVID-19 e a atuação da AGED /v02/detalhe_no


A COVID-19, gerada pelo Coronavírus, mostrou a lentidão com que atuam nossas autoridades no enfrentamento de situações emergenciais; e a confusa tomada de decisão para inibir ou por fim ao ciclo das ocorrências, num país de dimensões continentais. No Maranhão, mais particularmente na Agência Estadual de Defesa Agropecuária, medidas protetivas foram retardadas até o limite da periculosidade, com a apreensão dos servidores. E a expansão universal do vírus estava prevista há mais de 100 dias, desde a China, onde surgiu.

No País, a União não discutiu, em tempo hábil, com a Federação, e providências difusas foram sendo implantadas, sem o caráter da unicidade e ditadas por conceitos aleatórios, originando um verdadeiro “samba do crioulo doido”, de resultados imprevisíveis. A disputa de egos ignorou os reflexos das decisões entre a maioria da população, criando um clima de incertezas e apreensões, incompatível com a ampla segurança das pessoas.

No Maranhão, ao avaliarmos a atuação da Agência Estadual da Defesa Agropecuária em favor dos seus servidores, maciçamente lotados na zona rural, onde os serviços médico-hospitalares deixam a desejar em situações menos complexas, tememos pelo futuro. Instalados em situação de penúria, na maioria das sedes, os agentes anteveem sérias ameaças, face ao anunciado perigo da pandemia em seu avanço.

O sindicato da categoria – o SINFA-MA – constatada a lentidão da Agência na defesa da integridade física de sua equipe de campo, elencou um conjunto de providências destinadas a restringir o impacto da ação do elemento infeccioso sobre os servidores. É irônico concluir-se que quem tem a defesa por missão, ignore tomada de decisão ante complexa pandemia, apesar de recomendações as mais diversas das autoridades sanitárias mundiais.

O argumento da desnecessidade do atendimento com equipamentos e insumos para os agentes, justificado pela suspensão das atividades presenciais por 15 dias, soa falso, se considerarmos que quando desta interrupção, o vírus já poderia estar em nosso território, inoculando as pessoas, dada a celeridade de sua movimentação. O “prevenir para não ter que remediar” já se impunha àquela altura.

Os aludidos diplomas legais (decretos estaduais e memo), quando editados para viger, já encontraram a situação de perigo plena e amplamente instalada. Se alguém fosse afetado, caracterizar-se-ia a condição de “caldo derramado”, com prejuízos inimagináveis. Pelo que este sindicato já teria alertado informalmente os servidores para respeitarem as orientações mundialmente distribuídas e cobrarem da autarquia a parte que cabia a ela. E algumas manifestações individuais foram registradas.

As referências, de algum modo irônicas, sobre o uso de material e atitude comportamental na relação servidor versus público-alvo, parecem ignorar que, mesmo em condições não endêmicas, servidores há que não prescindem desses itens para executar algumas atividades. E no grupo destes há quem reclame da falta.

As disposições enunciadas pelo governo não dispensam (ou não deveriam dispensar) o olhar respeitoso e cuidadoso da direção da agência para o bem-estar de suas equipes de campo, considerando a importância do trabalho dos agentes aí lotados para a contribuição à economia e à administração, de que se vale o governo para se utilizar de conquistas funcionais e alardear bem sucedidas realizações.

O SINFA-MA, pela sua direção, permanecerá atento ao modo como os dirigentes da categoria, no geral e no particular, a tratam. E não se omitirá em reclamar sempre que constatar ou receber reclamos da falta de atenção e cuidados para com a categoria e a atividade que lhe compete executar, com segurança e reconhecimento. “Juntos somos fortes”.

Diego do Amaral Sampaio

Presidente do SINFA-MA

     
 

 
 
 

 

 
 
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